Os cantos e os mergulhos de uma pequena sereia neste enorme mar da vida...

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Terça-feira, 26 de Dezembro de 2006

E já lá vão... Já perdi a conta...

Mas desta vez já fiquei menos angustiada, porquê? Porque sei que a única coisa que te impede de te entregares a mim é o medo, o pavor que tu tens de te magoarem de novo...

E por saber isso fico serena pois sei que com o tempo, com a minha transparência e lealdade, paciência e perseverança, e principalmente com muito amor tu vais deixar esse teu pavor lá no passado, que é onde ele deve ficar para sempre...

É verdade que não tem sido fácil conviver com esse teu medo, com esses teus ataques de pavor que te fazem fugir de mim em segundos, mas tenho conseguido trazer-te de volta, diminuindo um pouco essa insegurança, até ao próximo ataque...

Mas também é verdade que não tenho a mínima vontade de desistir de ti, não sei porquê (ou se calhar até sei... :D ), mas tenho cada vez mais vontade de estar ao teu lado para juntos colocarmos esses medos no lugar que devem estar, lá atrás, longe, no passado, no que já foi... Nunca serão esquecidos, mas têm de deixar de ser constantemente sentidos...

Sabes... gostava que fosse mais fácil... porque acho que mereço... porque sei que até sou uma pessoa boa, acho que não sou difícil de amar, etc, etc (talvez a base do meu ser até esteja bastante grande, para não me deixar desequilibrar, sabes o que quero dizer... ;) ) mas talvez por isso mesmo te tenha encontrado, talvez por isso mesmo caiba a mim esta tarefa, porque estou preparada para cumprir, porque tu precisavas de alguém como eu para superares tudo o que de mal te aconteceu... Será?

Não sei explicar, justificar o que sinto, apenas sinto que é isso que tenho que fazer, sinto que quero ajudar-te, quero estar ao teu lado, quero ser o teu porto seguro, quero que sejas o meu, claro...

E no meio de toda esta tua instabilidade sinto uma serenidade imensa quando estou perto de ti...

Tenho a certeza que estou no bom caminho...

sinto-me: em paz...
cantado por Sereia.76 às 16:10
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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006

E assim corre o tempo...

E pronto, tudo passa, e o tempo vai correndo...

Puxei a conversa sobre nós, sobre o que te ia no pensamento, falei um pouco (a medo, não consigo evitar...) das minhas inseguranças e tu acalmaste-me um pouco, só um pouco...

Disseste-me que eu não tenho que ficar insegura porque "estamos estáveis" mas que tudo tem que acontecer com tempo, para acontecer de uma forma consolidada, com uma base sólida. Não podia concordar mais com a última parte, agora, a parte do "estamos estáveis" questiono-me sobre o que isso significa exactamente... Pois eu sempre disse, e mantenho, que tudo deve ir devagar para precisamente avançar de uma forma sólida, mas!...

1º: além de estar apaixonada, amo-te e vejo em ti a pessoa que quero ao meu lado;

2º: não tenho coragem de to dizer porque tenho medo que te "assustes", que por não sentires o mesmo por mim (com a mesma intensidade ou simplesmente não estares apaixonado por mim, o que me preocupa deveras...) pensares que isso é injusto (ou outra coisa qualquer...) e não quereres continuar;

3º: continuo com um medo terrível que tu de um dia para o outro me deixes dizendo apenas que já não gostas de mim, assim, de repente, sem aviso prévio. (ok, aqui está o meu medo de me voltar a acontecer o mesmo);

4º: tenho medo que estejas comigo porque até sou uma pessoa fantástica, querida, carinhosa, inteligente, que partilha os mesmos valores que tu, que dou imenso apoio, que gosto de crianças, etc, etc.... mas!!! não porque estás apaixonado por mim, não porque me amas...

Depois, vejo que gostas e queres estar comigo, que gostas que eu partilhe o teu mundo, que te acompanhe quando visitas os teus amigos...

E ando sempre sempre a tentar aperceber-me dos sinais, tentar ler nos teus olhos, nos teus gestos, o que te vai no coração... sem coragem de perguntar directamente, porque tudo o resto me diz apenas talvez, e eu talvez não queira ter a certeza... E vai daí a variabilidade do meu humor: ora tenho um sorriso estampado no rosto, sereno e feliz, ora fico murcha, preocupada, angustiada e triste...

E mais uma vez passo imenso tempo a tentar analisar, discernir, dissecar o que te vai na alma, no coração...

Bolas, e assim fico... à espera que o tempo passe............. à espera...................    à        e s p e r a.......................     à        e  s  p  e  r   a ..........

cantado por Sereia.76 às 23:45
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Sábado, 9 de Dezembro de 2006

Mais do mesmo...

Mais uma vez ando insegura, muito insegura e com medo.
Tenho tanto medo de ouvir o que não quero que nem tenho coragem de perguntar aquilo que me atormenta constantemente.
Tenho tanto medo de perguntar o que sentes por mim, o que esperas de nós, de ti, de mim... e ouvir o que não quero.
Tenho medo de também te fazer perceber, clarificar o que sentes, que desse modo concluas que não dá para continuar, para seres coerente com o que sentes...
E por ter medo de perguntar, tento obter a resposta analisando tudo o que fazes, ou não fazes, como ages, como reages a tudo... E estou a sentir-me ridícula! O meu humor é inconstante e dependente daquilo que fazes.
Se me convidas para te acompanhar num acontecimento importante para ti, fico nas nuvens, se respondes mais bruscamente a uma mensagem minha fico de rastos e a pensar que já não gostas de mim. Se me dás uma boa noite com um “tchau” e não me abraças fico a pensar que não me queres perto de ti (estive quase para te acordar a meio da noite para perguntar-te o que se passava), se me telefonas de manhã só para dar um beijinho já fico com um sorriso de orelha a orelha... A medida que escrevo isto sinto-me tão ridícula...
Avalio e analiso tudo o que fazes e tento perceber o que sentes... Só para não to perguntar, pensando apenas que estás ainda um pouco confuso e dando-te tempo para evoluires com calma, muita calma... Para não te “obrigar” a perceber que não me amas e por isso terminar tudo... Tenho medo de dizer que te amo, que adoro estar perto de ti, que me sinto bem contigo, porque tenho medo que fujas de mim por não sentires o mesmo, com a mesma intensidade, e não achares justo continuar assim...
Tenho medo que te assustes com a minha entrega...
E agora, nestes 3 dias que estás fora e praticamente incontactável, tens respondido às minhas sms despachando-me, fico com a sensação que me respondes só porque achas que deves fazê-lo, não porque tens saudades... Claro que já ando a pensar o pior, apesar de me dizer para ter calma e não extrapolar as coisas, talvez não queira dizer tanto como penso...
Não sei o que faça, tenho que falar mesmo contigo, saber o que sentes, como estás... Se me quiseres estarei ao teu lado, se não me quiseres não posso fazer mais, não posso ser diferente, não consigo e principalmente não quero, eu sou assim, nem mais nem menos...
Sinto que é contigo que eu quero ficar, quero ajudar-te a entregares-te de novo ao amor, sem medo, partilhar a vida contigo... Mas se não gostas de mim, se não me quiseres ao teu lado, que posso eu fazer?
Não consigo perceber se me queres ou não... Apresentas-me aos teus amigos, queres que vá contigo quando os visitas, falas em passar fins-de-semana com eles. Mas já não falas tanto em nós, já deixaste de ser tão cavalheiro, já não procuras a minha mão, ou me abraças, ou me fazes um carinho, por tua iniciativa, mas apenas como resposta aos meus... Quando fico a noite na tua casa não sei se realmente o desejas, ou porque se tornou hábito e tens medo de me magoar dizendo-me que não queres...
Não sei se ainda não desististe porque não sabes o que sentes, ou porque estás a esforçar-te por me amares, ainda sem sucesso, penso eu, ou sei lá!, porque eu até sou uma querida e tu estás carente...
E assim ando, nesta inconstância, nesta fragilidade, ora estou muito bem-disposta, ora estou muito triste, choro por tudo e por nada... E só te posso ver amanhã à noite...
sinto-me: medo, muito medo...
cantado por Sereia.76 às 16:45
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